segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O canto do Glória

Atualmente a maioria das nossas comunidades não se tem cantado o Glória conforme o previsto pela liturgia. Normalmente tem se cantado “cânticos de glória” ou cânticos de louvor alegres e festivos. Os mais comuns são: “Glória, Glória ao Pai Criador, ao Filho redentor e ao Espírito: glória” ou, “Glória a Deus, Glória a Deus, Glória ao Pai...”, ou ainda, “Canto louvores ao Pai, canto louvores ao Pai a Ele louvores e glória”. Com isso tem se esvaziado o que a liturgia da Igreja propõe para este momento e tem-se deixado de lado um belo texto, rico em conteúdo, dos primeiros séculos da Igreja.


Os cânticos que citei acima podem ser cantados em outros momentos comunitários, porém, na Missa eles não são convenientes. Muitos justificam o seu uso dizendo que eles são cânticos trinitários: glorificam ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. No entanto, essa justificativa é fruto de uma catequese litúrgica equivocada difundida nos últimos tempos, que afirma que o Glória da Missa deve ser um canto trinitário. Alguns sacerdotes, inclusive, rezam a jaculatória “Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo...” neste momento da Missa!!! O Estudo 79 da CNBB sobre a Música Litúrgica no Brasil diz claramente: “O Glória... não constitui uma aclamação trinitária”[1].


Vejamos então o que diz a Instrução Geral sobre o Missal Romano a respeito do glória que constitui por si mesmo um dos rito da Missa:


“O Glória é um hino antiqüíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus e ao Cordeiro. O texto desse hino não pode ser substituído por outro[2]. Entoado pelo sacerdote ou, se for o caso, pelo cantor ou grupo de cantores, é cantado por toda a assembléia, ou pelo povo que o alterna com o grupo de cantores ou pelo próprio grupo de cantores. Se não for cantado, deve ser recitado por todos juntos ou por dois coros dialogando entre si.


É cantado ou recitado aos domingos, exceto no tempo do Advento e da Quaresma, nas solenidades e festas e, ainda em celebrações especiais mais solenes”[3].

Este hino não tem vinculação alguma com o ato penitencial. Eles constituem dois cantos rituais distintos. Por isso, não é correto fazer o seguinte comentário para o Glória: “Agora que já fomos perdoados, vamos nos alegrar e expressar a nossa gratidão a Deus pelo perdão recebido cantando o glória”.


A seguir apresento uma sugestão para este canto ritual que segue a letra proposta pelo Missal Romano, é de fácil execução e fácil de ser aprendido pela comunidade.



Faça do download da cifra desta música clicando no link abaixo:

Cifra - Gloria a Deus nas alturas


"Gloria a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens de boa vontade" (Lc 2, 14)

Ronaldo Vicente
08/2009

[1] A música litúrgica no Brasil. Estudos da CNBB 79,n.308.

[2] Grifo nosso.

[3] IGMR. 3ªed. n.53.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Kyrie Eleison - Ato Penitencial

O Kyrie ou Ato Penitencial é um dos cânticos que fazem parte do chamado Ordinário ou partes fixas da Missa. Ele é uma aclamação a Cristo-Senhor: um reconhecimento da sua bondade e misericórdia e, ao mesmo tempo, da nossa fraqueza e limitação.


É um canto suplicante que expressa o pedido de perdão da comunidade orante. É também um canto de confiança emque Deus acolhe os pecadores humilhados.



A expressão grega "Kyrie Eleison" é uma das mais antigas da liturgia cristã, usada tanto no Oriente, quanto no Ocidente. Neste último, mesmo quando a língua litúrgica oficial passou a ser o Latim e não o grego, manteve-se a expresão Kyrie eleison como no original. Este termo é muito rico em significado. Em português ele é traduzido por "Senhor, tende piedade de nós". Porém, a melhor tradução seria simplesmente: "Senhor, Piedade". Ou seja o foco está no Senhor que é Piedade e não no pecado ou na miséria do fiel. Portanto, na liturgia o Ato penitencial não é um momento para o moralismo, mas para exaltar a Bondade de Deus, que nos ama apesar dos nossos pecados. Em italiano, conservou-se a tradução mais próxima ao original grego. Nessa língua se diz: "Signore Pietà" (Senhor, Piedade).




Apresento neste post um vídeo com a bela canção da Com. Católica Shalom, que corresponde perfeimente aoo espírito litúrgico pedido pela Igreja neste momento do Ato penitencial.

A música tem uma letra muito profunda, baseada nas invocações propostas pelo Missal Romano, e uma harmonia que ajuda a rezar suplicando a perdão de Deus e, ao mesmo tempo, um tom de aclamação e reconhecimento do Kyrios (O Senhor), que é Piedade.





Como a ovelha perdida, pelo pecado ferida,
eu te suplico perdão, ó Bom Pastor.
Kyrie eleison! (3x)
Como o ladrão perdoado, encontro o paraíso a teu lado,
lembra-te de mim pecador por tua cruz.
Christe eleison! (3x)
Como a pecadora caida, derramo aos teus pés minha vida,
vê as lágrimas do meu coração e salva-me.
Kyrie eleison! (3x)

Faça do download desta música clicando no link abaixo:

Cifra - Kyrie Eleison

Jesus, eu confio em Vós!!!
Ronaldo Vicente
07/2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Cânticos Litúrgicos

A partir de hoje postarei alguns vídeos com sugestões de músicas para a Celebração da Santa Missa.

A primeira música é "O Senhor é minha luz". No Hinário Litúrgico da CNBB esta música é sugerida para o 10º-13º Dom. do Tempo Comum.




O Senhor e minha luz (Salmo 26)


O Senhor e minha luz. Ele é minha salvação. Que poderei temer: Deus, minha proteção.

1- O Senhor e minha luz. Ele é minha salvação. O que é que eu vou temer: Deus é minha proteção. Ele guarda minha vida eu não vou ter medo não.

2- Quando os maus vêm avançando, procurando me acuar, desejando ver meu fim, querendo me matar: Inimigos opressores é que vão se liquidar.

3- Se um exército se armar contra mim não temerei. Meu coração está firme e firme ficarei. Se estourar uma batalha, mesmo assim confiarei!



Para download da cifra desta música clique no link:


http://www.4shared.com/file/118563434/daaa0e51/O_senhor__minha_luz_-_cifra.html.

"Cantai ao Senhor Deus um canto novo com arte sustentai a louvação"


Ronaldo Vicente
07/2009