A Semana Santa (também chamada de Semana Maior) é o cume de todo o Ano Litúgico da Igreja; nela celebramos a entrega máxima de Jesus Cristo no seu Mistério Pascal. Nesta Semana a Igreja revive a sua salvação realizada por Jesus Cristo, através do seu preciosíssimo sangue vertido na Cruz. Porém, antes dessa entrega cruenta, Jesus se entregou de forma incruenta, na Última Ceia, sob as espécies do Pão e do Vinho, seu Corpo e Sangue.
A Missa da Ceia do Senhor na Quinta-feira Santa revive esse mistério da instituição da Eucaristia, atualizando-o no hoje da vida eclesial. Neste dia também lebramos a instituição do sacerdócio: o grande dom que Jesus transmitiu a seus Apóstolos: "Fazei isto em memória de mim".
Celebremos com muita piedade esse evento significativo da nossa história salvífica.
Abaixo ofereço algumas sugestões de cânticos para a Missa da Ceia do Senhor.
Cântico de Entrada: Quanto a nós devemos gloriar-nos na Cruz
Apresento a seguir os textos da introdução Geral do Elenco de Leituras da Missa (Lecionário) sobre o Salmo responsorial na Liturgia da Palavra da Missa.
“O salmo responsorial, chamado também gradual, dado que é uma parte integrante da liturgia da palavra, tem grande importância litúrgica e pastoral. Por isso, é preciso instruir constantemente os fiéis sobre o modo de escutar a palavra de Deus que nos é transmitida pelos salmos, e sobre o modo de converter estes salmos em oração da Igreja. Isso ‘se realizará mais facilmente quando se promover com diligência, entre o clero, um conhecimento mais profundo dos salmos, segundo o sentido com que se cantam na sagrada liturgia, e quando se fizer que participem disso todos os fiéis com uma catequese oportuna’.
Também podem ajudar algumas breves admoestações, na quais se indique o porquê daquele salmo determinado e da resposta, em sua relação com as leituras.O salmo reponsorial preferencialmente deve ser cantado. Há duas formas de cantar o salmo depois da primeira leitura: a forma responsorial e a forma direta. Na forma responsorial, que se deve preferir enquanto for possível, o salmista ou o cantor do salmo canta as estrofes do salmo, e toda a assembléia participa cantando a resposta. Na forma direta, o salmo é cantado sem que a assembléia intercale a resposta, e o cantam, ou o salmista ou o cantor do salmo sozinho, e a assembléia escuta, ou então os salmistas e os fiéis juntos.
O canto do salmo ou da resposta contribuem muito para compreender o sentido espiritual do salmo e para meditá-lo profundamente.Em cada cultura deve-se utilizar tudo aquilo que possa favorecer o canto da Assembléia, e especialmente as faculdades previstas no Elenco de Leituras da Missa, referentes às respostas para cada tempo litúrgico.
O salmo que segue a leitura, se não for cantado, deve ser recitado da maneira mais adequada para a meditação da palavra de Deus.O salmo responsorial é cantado ou recitado por um salmista ou por um cantor, estando no ambão” (n.19-22).
“Cabe ao salmista, ou cantor do salmo, cantar de forma responsorial ou direta o salmo ou outro cântico bíblico, o gradual e o ‘Aleluia’, ou outro cântico interlecional. Ele mesmo pode iniciar o ‘Aleluia’ e o versículo, se parecer conveniente.Para exercer esta função de salmista, é muito conveniente que em cada comunidade eclesial haja leigos dotados da arte de salmodiar e de uma boa pronúncia e dicção.” (n.56)
“O costume de cantar o salmo durante a liturgia da palavra da missa remonta aos primeiros séculos da história do cristianismo. Essa prática, herdada do culto da sinagoga judaica, foi incorporada à liturgia cristã muito cedo. Santo Agostinho (século V) fala com certa eloqüência em suas homilias do valor do salmo cantado durante a liturgia da palavra. Aliás, os Santos Padres sempre consideraram o salmo responsorial como uma “leitura” cantada. A reforma pós Concílio Vaticano II valorizou, de forma expressa, salmo responsorial ligando-o sempre ao sentido teológico da primeira leitura. O salmo ocupa um espaço significativo como resposta por dois motivos: porque é cantado de forma dialogal entre salmista e assembléia e porque é escolhido para responder à palavra de Deus proclamada prolongando, assim, seu sentido teológico-litúrgico e espiritual. Este prolongamento vai-se dando enquanto o (a) salmista entoa as estrofes e a assembléia repete o mesmo refrão. Poderíamos dizer que esse salmo ressoa nos ouvido e no coração da assembléia como um suave eco daquela leitura. É a sua resposta em forma de oração. O salmo responsorial é “parte integrante da liturgia da palavra”. Tem valor de leitura bíblica. Porém, essa “leitura” possui um caráter diverso das demais proclamadas na liturgia, uma vez que sua estrutura literária é essencialmente lírica e poética. Via de regra, o salmo responsorial – ao menos nos domingos e festas – deve ser cantado. Não podemos nos contentar com uma simples recitação. Uma melodia elaborada, com fraseado e cadência bem preparadas, traz às palavras do salmo um sabor todo especial. O canto favorece a compreensão do sentido espiritual do salmo e contribui para sua interiorização”.
Fonte: Cantando a Missa e o ofício divino, do Frei Joaquim Fonseca, OFM, p.25-26. Paulus.
"Quem Salmodia em nome da Igreja deve prestar atenção ao sentido pleno dos salmos"
(Inst. Geral da Liturgia das Horas)
O termo salmo vem do grego psalmos e significa, no seu sentido hebraico, “canto acompanhado de música”. O saltério é designado como “livro dos louvores”. A Bíblia apresenta os salmos em número de 150.
A formação dos salmos passou por muitas etapas. Eles não foram escritos por um único autor (Davi, Asaf, Coré - atribuídos), mas compostos em separado, em vista de favorecer a vida de oração da comunidade ou dos indivíduos, posteriormente eles foram reunidos em coleções.
O que é um Salmo?
Uma primeira definição seria: é um poema contido no saltério.
Os salmos têm como fonte a existência humana e os acontecimentos significativos que a ponteiam. O fervor de Israel, na súplica e no louvor a Deus, encontra sua expressão última no culto. Os salmos estão precisamente a serviço desse momento privilegiado da fé do povo, ponto alto de sua vivência religiosa.
É certa a vinculação desses poemas à liturgia bíblica. O saltério é um livro de orações, por isso, todos os salmos se destinam ao uso cultual.
Sendo assim, uma definição mais precisa seria: os salmos são orações em forma poética destinadas ao culto. O saltério é o livro de oração litúrgica de Israel.
Dedicarei uma série de postagens aos Salmos, especialmente sobre a sua utilização na Liturgia da Missa, bem como alguma melodias modelos para o canto do Salmo Responsorial.
Como dissemos num post anterior: “O Glória é um hino antiqüíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus e ao Cordeiro. O texto desse hino não pode ser substituído por outro" (Instrução Geral do Missal Romano, 3ª ed. nº 53). Com o intuíto de ajudar os ministros de música a valorizarem o Glória, que tem um conteúdo teológico e oracional profundo, postamos aqui mais um vídeo com o exemplo de um hino de louvor próprio para a Liturgia da Missa: